Um piloto com vinte usuários custa quase nada. A mesma plataforma, com dois mil usuários e agentes rodando em segundo plano, é outro produto financeiro, e a maioria dos times só descobre isso depois que o rollout já foi aprovado.
As três curvas de custo que ninguém modela
Preço por uso cria custos que crescem com o sucesso, não com o valor entregue:
- Multa por adoção. Cada novo usuário é uma nova linha na fatura, então o financeiro acaba racionando a ferramenta que deveria aumentar a produtividade.
- Multa por automação. Agentes em segundo plano são o caso de uso de maior valor e o maior consumidor de tokens. O preço por uso tributa exatamente o que você quer ampliar.
- Imposto de contexto e retentativa. Janelas longas, buscas de contexto e retentativas multiplicam o consumo de forma invisível. Ninguém orça a terceira tentativa.
Como comparar do jeito certo
Ao comparar um assistente SaaS com uma plataforma self-hosted, modele o segundo ano, não o primeiro mês.
| Dimensão | SaaS por uso | Plataforma self-hosted |
|---|---|---|
| Direcionador de custo | Usuários, tokens, features | Licença fixa + infraestrutura |
| Previsibilidade | Recalculada todo trimestre | Conhecida de antemão |
| Custo de escalar agentes | Cresce linearmente | Marginal |
| Custo de saída | Dados e fluxos ficam reféns | Portável por definição |
O que fazer com isso
A pergunta certa não é "quanto custa um milhão de tokens?", e sim "quanto custa quando isso funcionar e todo mundo usar?". Plataformas self-hosted com licença fixa invertem o incentivo: você otimiza para adoção em vez de racioná-la.